Eu ouvi falar que em são tomé estão aparecendo os "primeiros" casos de homossexualismo, eu não sei se são os primeiros pois eu estou a dois fora do pais, e quando eu estava lá ainda não tinha ouvido falar disso.
Eu não entendi muito bem aquilo que está acontecendo em são tomé, segundo aquilo que eu estou sabendo é que existe um grupo de rapazes que encontram com os gays estrangeiros nos hoteis de são tomé, afim de realizarem actos sexuais, e que os mesmo rapazes depois disso roubam os estrangeiros.
eu gostaria de pedir por favor...se alguem souber melhor do assunto por favor de me informar melhor, porque se for isso mesmo que me falaram em acho que são tomé tem que tomar medidas rapidas afim de travar esse tipo que fonomeno que eu pessoalmente não aprovo, eu sou da teoria que o homem foi feito para a mulher, e não para outro homem, e que quem quiser fazer esses tipos de coisa que escolha um outro pais para o fazer, que de problemas são tomé já tem que chega. Isso pode não parecer problema, por enquanto, mais eu moro actualmente no brasil e aqui tem muitos gays, por isso eu sei o mal que isso faz para a sociedade.
espero que compreendam e respeitem a minha posição.
Tiveo conhecimento do caso através de um dos jornais on-line de STP. Voltei a procurar o artigo mas não achei.
Apesar de não nos conhecermos pessoalmente, espero que me permitas tratar-te por « tu ».
Li o teu texto, e devo dizer, para começar, que respeito a tua opinião com relação à questão que levantas : a questão da homossexualidade em STP.
Todos nós temos, básicamente, os nossos valores (sociais, culturais, morais…) e quando nos confrontamos com comportamentos que fogem/contrariam esses mesmos valores, é natural que fiquemos chocados. Por isso, eu te compreendo. E como te compreendo !
No entanto, o que eu acho um bocado estranho na reacção quase epidérmica de muitos face a esse fenómeno (homossexualidade), é o facto de não se verificar quase nenhuma indignação (ao menos, não de forma expressiva) quando se trata da prostituição « clássica » (leia-se, « prostituição heterossexual ») que é um fenómeno que nós os são-tomenses estamos conscientes que existe no país « ao céu aberto ». Fenómeno esse que como diz o outro « até os cegos podem ver ».
O fenómeno de « prostituição heterossexual » é um fenómeno que, pelo que constato, tem sido objecto de algum comentário mas não com o mesmo grau de indignação comparado a esse « novo » ? « fenómemo de homossexualidade ». Inclusive, tive (e creio que muitos, como eu também tiveram) a ocasião de ler alguns (ou um ?) artigo(s) e até entrevista(s) num dos jornais on-line de STP (já não me lembro qual) que tratava(m) da « prostituição heterossexual » em STP, em que uma das pessoas entrevistadas era até « mãe de familia » vivendo com o marido. O que revela bem que o fenómeno está consumado e chega lá onde menos se espera.
A ausência de indignação (pelo menos de forma expressiva) verifica-se também quando se trata da questão de pedofilia encarnada em STP no tão conhecido (e famoso) fenómeno das « catorzinhas » que tão bem conhecemos.
Como já referi de certa maneira, eu estou consciente que comportamentos sociais que fogem às normas forjadas por valores locais (e pela maioria) e inculcadas em nós pela sociedade e pela familia atravès educação, é sempre motivo de preocupação, de crítica, de condenação…
No entanto, pessoalmente, julgo que em termos de efeitos desastrosos para a sociedade e para o próprio indivíduo, a pedofilia (leia-se o « fenómeno catorzinhas ») é bem mais grave se o compararmos a um grupo de jovens de sexo masculino (ou feminino) que voluntariamente concordam em praticar sexo com indivíduos do mesmo sexo (em troca ou não de algo material ou outro).
Eu explico-me melhor : se tais indivíduos (rapazes) são-tomenses forem menores de idade, eu julgo que a questão é tão grave quanto o « fenómeno catorzinha ». Ora vejamos, por detrás do « fenómeno catorzinhas » grande parte das vezes estão camuflados casos de prostituição (infantil).
Se a coisa se limitasse simplesmente à prostituição, talvez fosse um pouco menos grave (partindo de princípio que, excluindo os princípios religiosos que nem todos partilham, « cada um é livre de fazer o bom uso do seu corpo como muito bem lhe convém »). Mas o problema é que para além da prostituição, estamos perante casos de pedofilia. O que me parece bem mais grave, uma vez que jurídica e moralmente as ditas « catorzinhas » ainda são consideradas menores ; portanto não são completamente consideradas responsáveis dos seus actos.
Se se verificarmos o caso inverso ; isto é, se tais indivíduos forem maiores de idade, eu julgo que o caso é menos grave tanto quanto os casos de « prostituição heterossexual » entre indivíduos maiores de idade. (óbviamente que o « menos grave » que aqui evoco é marcado por alguma provocação da minha parte).
Para terminar, esse caso relatado ultimamente em alguns jornais do país, parece-me preocupante sim, mas dependendo do “estatuto” dos indivíduos envolvidos, a minha apreciação não seria a mesma:
-Trata-se de indivíduos menores de idade? /Ou ao contrário, de indivíduos maiores de idade ?
-Os indivíduos viram-se confrontados com a polícia por ter havido violência entre as pessoas envolvidas ? /Ou será que a principal motivação por parte da polícia foi simplesmente a prática homossexual dos indivíduos ?
Depois de ler tudo o que acima escrevi, julgo que sabes quais seriam as minhas apreciações em função de cada um dos quatro cenários em forma de interrogação.
OBS : para que não restem dúvidas, gostaria de dizer que não sou a favor de nenhum tipo de prostituição. No entanto, julgo que independemente do sexo das pessoas envolvidas, a partir do momento em que os indivíduos são maiores de idade e praticam tal acto em plena possessão das suas faculdades psicológicas, a coisa torna-se menos grave. Como já acima referi, « cada um é livre de fazer o uso do seu corpo como muito bem lhe convém » (salvo algumas excepções). O meu grande conselho nesse caso é simplesmente « protejam-se usando o preservativo » (mas é um conselho extensivo a todos os indivíduos independemente dos seus tipos de práticas sexuais.
Que os são-tomenses trabalhem no sentido de evitar que as pessoas recorram à prostituição como forma de conseguir o seu ganha-pão, são os meus votos sinceros !Para os que o praticam por « vocação », espero que o façam evitando pôr em causa a integridade física dos outros.
Bem, eu concordo contigo a medida que cada um que é maior de idade, sabe a melhor forma que deve usar o seu corpo, mas aquilo que eu não aprovo de maneira nenhuma, é o aparecimento desses tipos de fenomenos em são Tomé, visto que se aceitarmos isso estaremos abrindo as portas para outros actos que nós os santomenses não estamos acostumados e assim, e assim poderemos estar contribuindo para o mal no mundo, uma vez que quando foi feito o Homem, Deus criou a mulher para o homem e vise versa, e não homem para homem nem mulher para mulher.
Enquando a caso de prostituilção infantil eu já sabia disso, mas eu acho que isso deve-se ao facto de muitas pessoas passarem fome e não terem qualquer meio de substência, o que leva as pessoas muitas vezes ao desespero, e a praticar actos fora do comum, maioria das vezes elas vendem o corpo para os estrangeiros que são pessoas que aparentam ter mais dinheiro. Eu sei por algumas pessas que ela normalmente actuam para os caras que estam de passagem em São Tomé, que são parados pelas tropas da marinha para vistoria, que ficam lá pela ponte que fica perto de micolô ( eu ja não me lembro do nome ), isso realmente é muito triste, eu espero que são tomé tenha confições um dia para que as coisas venham a melhorar, e que essas pessoas não necessitem de fazer essas coisas.
Fico por aqui mostrando para vocês a minha opinião.
fiquei sabendo agora destes casos lamentáveis que em nada engrandecem as nossas ilhas........Não aceito nenhuma forma de homossexualidade em lugar algum do mundo e principalmentes na minha terra onde desde sempre os valores morais imperaram.....mas ja que não podemos mudar o mundo, ao menos mudamos as leis das nossas casas.dito de outra forma, podemos conformar com homossexualidade nos países onde nos encontramos mas na nossa terra não podemos aceitar nem aplaudir comportamentos destes. as pessoas Têm direito de fazer o que querem mas devem saber que tudo tem limite
Como podem ver na minha apresentação, por razões mais genéticas que outras, calhou ser Português, e tenho honra nisso! E sou também Sãotomense, com muito orgulho, por razões de afecto! Porém, quem me conhece sabe que, acima de tudo, sou um cidadão do mundo, esta pequena bolinha que gira em volta de uma estrela insignificante de uma galáxia da periferia do universo.
É com muita angústia que "inauguro" as intervenções neste simpático fórum, num tema tão melindroso e tão amesquinhante como este... Bastará dizer que estamos a falar de crianças, para me sentir "amachucado por dentro"...
E o que fez com que optasse por este tema, depois de ver tantos outros? É que me espantou e revoltou ver que a intervenção mais recente é do principio de Agosto do ano passado! Num ano e mais 5 meses nada houve para acrescentar a esta desgraça social.
Não tenho na manga nenhuma solução para o problema. Quero apenas deixar algumas pistas e que elas possam servir para alguma coisa... Se, ao menos, servirem para "indignar" consciências, já será um resultado. Curto ainda, mas um resultado...
São por demais conhecidos os circuitos turísticos do oriente baseados na procura de sexo... Quantos "clientes" desse produto morreram no Tsunami de 2004? A Tailândia e a Indonésia são sobejamente conhecidas nessa área negra dos negócios turísticos... Mas esses assuntos são "tabu" comercial... E, como sabemos, se não se fala, não é real! E onde a televisão impera, se não se vê, então não existe mesmo! Acontece que eles se estão a virar para África! Melhor clima, melhor preço e... criança com fartura!
São Tomé está a investir fortemente no Turismo... É! E na educação? E na Cultura? E na Saúde? E? E? E? Nunca mais acabava...
Quando toda uma população é deixada ao mais abjecto abandono, o que se espera?
Quando, cada vez mais, se ouve falar de redes organizadas de prostituição infantil (nem interessa para aqui qual é o sexo dos intervenientes!), o que se espera?
Quando, como se sabe, há agências turísticas a vender "sexo" e quanto mais "juvenil" melhor, o que se espera?
Quando se "promove" isoladamente o turismo como "mola de uma economia", o que se espera?
O problema, meus amigos, não é haver "a mais velha profissão do mundo". Sempre haverá. O problema é haver quem não veja outra saída! É haver sistemas político-económicos cujo comportamento conduz à subjugação, a outra bem mais aviltante escravatura!
Já li, noutros locais do fórum, lindos e úteis apelos à construção de uma identidade nacional e ao orgulho de ser Sãotomense. É muito bom. Tudo isso faz muita falta. Mas, curiosamente, não vi nenhum apelo à indignação... E ela faz tanta falta!
Que me interessa se o Rei Amador é verdadeiro ou falso? Quantos morreram para se libertar do jugo do "dono"?
À semelhança de muitos países por esse mundo fora que têm uma campa do "soldado desconhecido" que honra todo um povo, na medida em que representa o respeito à sua memória, precisamos urgentemente em S. Tomé de uma campa do "Angolar desconhecido", outra do "Escravo desconhecido" e outra ainda do "Contratado desconhecido". Esses são os únicos e verdadeiros fundadores da República! Que interessa como se chamavam? É o exemplo desses que devemos seguir. Eles, um dia, indignaram-se e revoltaram-se. Mal ou bem, organizados ou não, revoltaram-se. Deram a vida pelos seus vindouros: Nós. As nossas crianças! O nosso futuro como gente e como povo!!!
Será necessária outra campa mais da "criança prostituida desconhecida" para que alguém se indigne???
Por amor de todos nós, INDIGNEMO-NOS! JÁ!
Oceom actualizou esta mensagem no dia 11/12/2009 14h59.