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Fórum --> Educação e Vida estudantil --> Porquê os estudantes tardam em \"regressar à casa\"?


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Autor Mensagens (Total 3)
cajamanga
cajamanga Mensagens: 5
Inscrição: 20/12/2006
Data 09/05/2008 10h48  

A educação constitui um dos pilares imprescindíveis do desenvolvimento. Os indivíduos só podem contribuir para o desenvolvimento e tirar beneficio dele, se estiverem dotados de saber, competências, valores, capacidades e direitos que lhes permitam obter os seus meios de subsistência. Uma educação de qualidade beneficia e permite dar autonomia não somente ao indivíduo mas igualmente à sociedade no seu todo.
No nosso país tem se verificado um esforço cada vez maior na qualificação das pessoas por um lado mas, por outro, existe um sub aproveitamento de quadros já existentes. Anualmente são enviados para o exterior dezenas de estudantes para serem formados. No entanto, após o fim da formação vários são aqueles que permanecem no país de acolhimento e adiam o retorno ao país de origem.
São diversos os factores que explicam esse fenómeno alarmante de “fuga de quadros”.
O primeiro deles está relacionado com às baixas oportunidades de inserção profissional em S.T.P onde a taxa de desemprego ronda os 16% e verifica-se uma predominância do emprego público em detrimento do emprego privado. Sendo assim, existe grande competição para a apropriação de um lugar importante na função pública o que faz com que os recém formados optam por não regressar às ilhas porque temem não conseguir um emprego do sector público ou serem mal recebidos porque têm habilitações que os outros não têm.
Por outro lado, dado o baixo valor do subsídio que o Estado atribui aos estudantes no exterior, a maioria destes tem que exercer uma actividade profissional de modo a fazer face às despesas do curso e ao elevado custo de vida nesses países. Após a formação estes estudantes, porque não sabem o que os esperam em S.T.P, preferem continuar a exercer tais actividades que infelizmente se enquadram na sua maioria nos sectores não qualificados do mercado de trabalho e nada está relacionado com a sua área de formação.
Outro elemento importante é o facto de durante a estadia dos estudantes no exterior, estes habituarem-se a viver com um mínimo de comodidades mínimas (luz, agua...) que em S.T.P não estão garantidas. Temem abandonar esse conforto mínimo que têm nesses países e se confrontarem na sua terra natal com situações como ter que morar em casa de familiares ou ter que “jantar à luz das velas”, por exemplo.
De salientar ainda que os recém formados não sabem o que os esperam em S.T.P, ou seja, após vários anos de ausência têm ideias erradas da real situação do país que se explica pelo défice de informações disponíveis, sobretudo no que se refere às condições do mercado de trabalho e de alojamento.
O facto dos alunos fazerem um percurso escolar tão longo pode também contribuir que estes acabem por criar laços familiares no país de acolhimento, o que constitui outra forte barreira ao retorno.
Dados todos esses factores os formados sentem-se mais integrados no país de acolhimento do que no país de origem, o que faz com que adiem o “regresso à casa”.
Perante todo esse cenário há que criar politicas que visem contrariar essa tendência.   Não interessa gastar imensos recursos na formação de estudantes, para que estes após o término da formação estabeleçam nos países de acolhimento.
Tendo em conta as características sociais e demográficas do país (em que cerca de 70% da população é jovem), há que, sem dúvidas, continuar a apostar e a investir na educação e na formação mas é também urgente criar políticas de incentivo ao retorno de quadros ao país. Só desta forma, os esforços colocados até então nas políticas de educação e de qualificação de pessoas poderão ter resultados positivos e constituir uma mais valia para o desenvolvimento de S.T.P.
É necessário incentivar os quadros e mobilizá-los para a criação do auto-emprego e do emprego privado em S.T.P. É preciso disponibilizar informações (real situação do mercado de trabalho, condições de alojamento) para que estes possam se inteirar numa realidade que, devidos os anos de ausência, se tornou estranha.  
É preciso mobilizar os quadros são-tomenses espalhados pelo mundo de modo que, fazendo uso dos saberes e conhecimentos adquiridos, possam ser autênticos promotores do desenvolvimento de São Tomé e Príncipe.  
 
Alfredob
Alfredob Mensagens: 6
Inscrição: 09/05/2008
Data 09/05/2008 16h01  

 

Ola a todos..

Eu sou de opinião que a politica da educação e formação profissional em são tomé e príncipe não não é uma coisa planeada de acordo com os objectivos futuros do país, mais sim uma forma do governos se "livrar" de um grande numero de alunos que todos os anos o 11º ano. Tendo em conta o elevado numero de alunos que terminam a sua formação no estrangeiro, os mesmos não se sentem motivados a regressar ao país de origem, pelas escassas ofertas no mercado de emprego, face a elavada procura. Se por ventura todos nos que terminasse-mos a formação pensasse-mos em regeressar, como o país iria absorver tantos recursos humanos? Esta é uma das minhas preocupações como estudante que sou. Eu penso que todos nos ao sairmos do país saimos cheio de sonho, em um dia regressar a dar a nossa contribuição para o desenvolvimento do nosso país, mais depois de nos consciencializarmos percebemos que não sera bem assim por falat de oportunidade. Eu acho que deviamos é procuarar maneiras de fazermos face a esse problema, que por agora até pode não ser tão alarmante mais que dentro de dez anos sera um grave problema. Eu especialmete tenho um espirito empreendedor, e vejoo empreendedorismo como uma das alternativas para o combate ao desemprego. Mais não basta ter um esprito empreendedor, é necessario que o governo crie, incentivos para a pratica desta mesma actividade, entidades de apoio, ect. Se por ventura eu criar uma empresa ja estarei a criar o meu proipio posto de emprego e de mais alguns. Meu caros amigos pensem em empreendedorismo como uma solução, vamos exigir do nosso país condições para sermos empreendedores de sucesso. Outra alternativa é o governo criar estrategia de capitalização de investimento estrangeiro, diminuindo o imposto sobre resultado, algumas isenções aduaneiras, facilitismos nas formalidades da criação das empresas, evitando enormes burocracias, ect. Nos todos juntos podemos fazer ouvir a nossa voz e contribuir para o desenvolvimento do nosso país que cada vez parece mais distente.

Um abraço

 

cand0
cand0 Mensagens: 5
Inscrição: 24/03/2008
Data 27/05/2008 18h56  

Os estudantes tardam a regressar à casa por causa do leve-leve (€) e curtição. Mas não se esqueçam da camisinha...

cando

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