Estudando a história de STP, não precisamos realizar uma análise tão profunda para descobrirmos que atualmente o país enfrenta um vácuo de liderança. Gostaria de discutir a existência de três gerações em épocas da história diferentes; a geração de 1936, a geração de 1953 e geração de 1991.
Geração de 1936 No ano de 1936 nasceu um grupo de pessoas no arquipélago sãotomense, que construiram suas vidas com a perspectiva de habitarem em um país colônia e explorado por outros. Chegando em 1953, tornaram-se vítimas ou escaparam de alguma forma do massacre de Batepá, que tinha como principal elemento gerador o nacionalismo e o descontentamento do modelo exploratório português. Um grupo de pessoas, visualizando este cenário e entendendo seu papel dentro do país, se levantou, iniciando o movimento de independência das ilhas que culminou no dia 12 de julho de 1975. A geração que nasceu em 1936, foram os líderes formais e informais que conduziram por influência o povo, marcando a história e alterando a realidade política e social dos sãotomenses.
Nascidos em 53 Temos em seguida uma nova geração, que surge em meio ao massacre de Batepá, no ano de 1953. Este grupo de pessoas, cresce em um cenário de transição, colônia para independência. Com uma nova plataforma de formação, percebe e compreende sua realidade, as injustiças e desigualdades ainda existentes e no ano de 1991, transformam-se no novo grupo de líderes, formais e informais, que conduzem o país ao processo de transição política e econômica. De regime unipartidário para multipartidário. Formalizando assim este ciclo de formação e geração de líderes no país.
Onde estão os novos líderes? Porém é exatamente neste tempo que encontramos o início do GAP, ou lacuna, de líderes dentro de São Tomé e Príncipe. Aonde estão as pessoas que irão conduzir a sociedade dentro dos questionamentos globais que existem hoje? Chegamos a terceira geração que nasceu em meados de 1991, mas que hoje vive sem oportunidades e ícones para sua formação. O cenário de lideres atual são homens que não estão comprometidos com seu próximo mas apenas com seu próprio bolso, não lideram pessoas mas escolhem preocupados apenas com suas aposentadorias. Por isso, enxergo o vácuo de líderes , e penso que se faz urgente capacitação de novos líderes e que provavelmente a geração de 1991 será a que conduzirá o país nos desafios presentes neste século XXI.
Minha esperança é que o diálogo com estes jovens seja estabelecido e plataformas sejam criadas para interromper esta ausência. Estes serão os líderes em 2025!
jbmoreirajr actualizou esta mensagem no dia 23/07/2008 15h52.
De facto a falta de liderança constitui actualmente um grave e, senão mesmo, o maior problema em STP. As pessoas estão mais interessadas em trabalhar apenas para a satisfação dos seus próprios interesses em detrimento dos interesses da colectividade o que têm inviabilizado qualquer tipo de iniciativa com vista ao desenvolvimento do país.
Muito associadas a esta questão de ausência de liderança estão a instabilidade politica, a corrupção e o não funcionamento das instituições.
Tal como você, também tenho grandes esperanças na camada mais jovem que neste momento se encontra a adquirir uma formação. Tenho esperanças que estes, possuidores de conhecimentos e de competências, possam constituir os grandes mentores do desenvolvimento de STP.
cajamanga actualizou esta mensagem no dia 25/08/2008 19h30.
O "problema" ou como quereis chamarlo da individualismo e falta de colectivismo e comunitarismo, nao e dá somente em Sao Tomé e Principe. O Joao, Brasil, um "País-Continente", quanta pobreza existen naquele país, com individuos ganhando tanto dinheiro, quanto racismo, quanta xenofobia, e outros actos vulneraveis para com a Pessoa Humana que nao quero citar.
A sociedade do consumismo nos está levando a todos por essa linha de "piensa en ti y en tu familia y que se jodan los demás".
O desafio, nao somente está aberto para a sociedad santomense, senao para a sociedade global, temos que abrir os olhos e "globalizar" uma resistencia que ressuscite o espirito de colectivismo, mas ao nivel global, claro é com acçoes ao nivel regional, nacional e "barrial".
Olá "gajoguapo",
Entendo seu ponto de vista, e posso considerar a diferença entre os países, e o cenário existente no Brasil realmente é bem diferente em extensões e desafios. Porém no artigo acima, o foco foi um estudo de caso feito dentro do recorte de São Tomé e Príncipe. Mas com certesa a falta de jovens se destacando no cenário de tomadores de decisões e liderança é algo que ocorre em todo o globo. É uma realidade deste século que estamos vivendo.
Obrigado por sua participação.
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